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Brasília

Ministro diz estudar perdão de dívida do FIES após cobrança de Solla

O deputado também solicitou que o Ministério da Educação resolva o atraso no pagamento das bolsas da Capes

21/10/2021 14h18
Por: Redação
Fonte: Política Livre
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Num raro momento de concordância entre oposição e governo na Câmara dos Deputados, o deputado Jorge Solla (PT-BA) solicitou, em audiência pública nesta quarta-feira (20), que o Ministério da Saúde conceda o perdão Da dívida dos alunos dos FIES que estão em atraso, proposta que agradou o ministro da Educação, Milton Ribeiro.

“Desde o golpe que tirou a presidenta Dilma para cá, foram perdoadas dívidas com aval do Congresso de 115 bilhões de reais empresas, de 30 bilhões de bancos, e de 40 bi de agronegócio. Anistiar a dívida do Fies custa R$ 6 bilhões. Hoje, a dívida das famílias está no maior patamar da história, representa 59% da renda anual. Por que não aliviar os jovens profissionais de baixa renda, ministro?”, cobrou Solla.

Em sua resposta, o ministro concordou com a proposta: “Aquilo que depender do MEC estamos caminhamos juntos. Nesse ponto eu me alinho com o seu pensamento e sua preocupação com os mais vulneráveis. Nós estamos estudando isso”, disse.

CAPES – Na audiência pública, realizada na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara, Solla solicitou ainda que o Ministério da Educação resolva o atraso no pagamento das bolsas da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que não foram quitadas em setembro por falta de orçamento. 

“O PLN 17, que foi enviado para cá, autoriza suplementação de apenas R$ 43 milhões, só paga setembro. Até o fim do ano, o valor necessário é de R$ 124 milhões. Por que não enviaram o PLN no valor correto?”, indagou Solla.

Em resposta, o ministro afirmou ter encaminhado um pedido de um novo PLN com valor para recomposição do orçamento da Capes à Casa Civil, mas não explicou porque fora enviado ao Congresso um projeto com valor inferior. “Isso já foi encaminhado, a sua preocupação é válida, mas já estamos à frente”, disse.