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Crime

Caso Sashira será encaminhado à promotoria como feminicídio

Delegada afirmou que a defesa não apresentou nenhum pedido para tratar o caso como latrocínio

21/09/2021 11h56
Por: Ailton Fernandes
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Polícia aguarda resultado dos laudos para continuar a investigação
Polícia aguarda resultado dos laudos para continuar a investigação

Circulou nas redes sociais e grupos de conversa nesta segunda-feira (20), uma mensagem supostamente assinada por um tio da jovem Sashira Camilly, assassinada pelo ex-namorado em Vitória da Conquista. No texto que está sendo compartilhado, o pedido é para a população pressionar para que o caso continue sendo tratado como um crime de feminicídio, acompanhado do link de uma petição pública online.

A delegada responsável pelo caso, Gabriela Garrido, afirmou à nossa reportagem que não existe nenhum pedido por parte da defesa dos acusados para mudar a qualificação do crime. “Se vai haver alguma modificação ou desqualificação do crime, é o promotor de Justiça quando for apreciar os autos quem vai dizer, depois que eu encaminhar o inquérito final. Ele pode concordar comigo como pode discordar”, explicou a delegada, que é a titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) na cidade.

Pedindo por justiça, o texto da petição diz que o assassinato foi planejado por dois anos. “Após um relacionamento conturbado e tóxico, com histórico de violência, onde aos 17 anos a garota foi vítima de agressão física, psicológica e fez-se necessário uma medida protetiva para manter a integridade da menor. Com a separação, a jovem foi jurada de morte! O planejamento para o crime hediondo levou 2 anos, nos quais ameaças foram feitas e a obsessão alimentada”.

Na manhã desta terça, 25.230 pessoas já tinham assinado a petição

CRIME - Sashira Camilly Cunha Silva, 19 anos, foi morta pelo ex-namorado, Rafael Souza, que se apresentou à polícia por volta das 0h da última quinta-feira (16), quando relatou o caso com detalhes. Disse que dopou e esfaqueou a estudante, com golpes no rosto, e alegou que pretendia roubar e vender o carro da jovem. O veículo foi encontrado e recuperado.

Apontadas pelo próprio Rafael, outras duas pessoas também foram presas por envolvimento no crime, Marcos Fernandes e Felipe Gusmão, um deles que conduziu a polícia até o local onde o corpo da jovem foi deixado, na região de Planalto.

Sashira era estudante universitária, cursava Engenharia Civil na Fainor, assim como os três suspeitos presos. A jovem estava desaparecida e os familiares realizavam buscas para encontrá-la.

A Polícia Civil está aguardando os resultados dos laudos e da perícia para confirmar as informações já levantadas e os depoimentos dos suspeitos. O sepultamento da jovem aconteceu na sexta-feira (17).