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Especialista adverte: a pandemia não acabou!

Apesar da redução de internamentos e óbitos por Covid-19, o alerta continua para a transmissão e as consequências da doença

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13/05/2022 14h41Atualizado há 5 dias
Por: Redação
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Dr. Augusto Aníbal, infectologista

Até o final da Semana Epidemiológica (SE) de abril de 2022, foram confirmados 513.543.687 casos de Covid-19 no mundo. Os Estados Unidos são o país com o maior número de casos acumulados (81.349.065), seguido por Índia (43.079.188), Brasil (30.448.236), França (28.699.367) e Alemanha (24.809.785). Em relação aos óbitos, foram confirmados 6.235.644 no mundo até o dia 30 de abril de 2022. Os Estados Unidos são o país com maior número acumulado de óbitos (993.712), seguido por Brasil (663.497), Índia (523.843), Rússia (368.319) e México (324.334).

Comparando os dados de 2022 com os apresentados em 2021 pela SE no mesmo período, nota-se que a pandemia de Covid-19 sofreu pressão biológica direta, gerando significativa redução de taxas de transmissão, queda abrupta de internamentos e decrescimento de óbitos. Mas a pandemia ainda não acabou. A Covid-19 se adequa às diversas condições clínicas individuais de cada ser humano para continuar seu processo infectivo. Variantes, como a Ômicron, responsável pela última grande onda epidêmica no mundo, e outras, identificadas principalmente no continente africano e na China, vêm infectando pessoas que não se vacinaram, idosos e comórbidos que não têm capacidade de produzir e sustentar anticorpos protetores e indivíduos que desconsideram as orientações e disseminam silenciosamente o vírus na população.

Resssalta-se também que as equipes de Vigilância em Saúde, aos poucos e em alguns locais do Brasil e do mundo, têm perdido a capacidade de sentinela na notificação de casos e na testagem, o que também poderá fazer surgir uma nova onda, capaz de não ser percebida pelas autoridades de saúde.

Gerenciar mecanismos de retorno à convivência em espaços abertos, com populações vacinadas com coberturas acima de 80 a 85% , continuar orientando distanciamento social, higienização das mãos e uso de máscara em ambientes fechados (com presença elevada de pessoas por tempo prolongado e com comorbidades), continuam sendo importantes para evitar a atual característica epidemiológica da pandemia. 

Vale ressaltar que, sabe-se hoje, a Covid-19 não é só uma infecção viral. É uma síndrome clínica muito complexa, inflamatória, pró-trombótica e produtora de quadros crônicos em pacientes. Muitos deles, apesar de apontados como “em recuperação”, sofrem com a multiplicidade de sintomas, como cérebro nebuloso, perda de memória, tosse crônica, fadiga, queda de cabelo e outros mais de 180 sintomas distintos e com perspectiva de seis a nove meses de evolução, o que dificulta o retorno à vida social e ao trabalho.

Estamos vivendo tempos mais seguros. Isso em função das vacinas, que modificaram sobremaneira o cenário epidemiológico e de imunidade coletiva. É absolutamente importante que as doses vacinais sejam tomadas. Os imunizantes produzidos são muito seguros, testados, não são experimentais. Suas bulas são divulgadas pelas agências reguladoras e acompanhadas por entidades sanitárias oficiais de todo o mundo. Tive, por exemplo, o prazer de participar do processo de desenvolvimento da vacina de Oxford e, também por isso, destaco a eficiência e segurança das vacinas para vencermos a Covid-19 e suas consequências sintomáticas.